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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Os homens já usaram capanga


Entre os anos 70 e 80 era muito comum ver nas ruas os homens carregando uma bolsa pequena e retangular nos braços, a chamada capanga. A peça foi usada por representantes do sexo masculino de diversas idades e estilos, porque naquela época era muito comum um homem usar bolsa. Eu lembro bem do meu pai com a sua capanga de couro marrom, lembro até do cheiro que aquele material tinha...

E por que hoje é tão difícil fazer com que um homem use uma bolsa de mão? Será que o preconceito é por conta do nome dessa peça, que se modernizou e agora se chama clutch masculina? Toda vez que falo no assunto lembro de um amigo que, ao ler meu primeiro post sobre bolsa masculina me dizia: 'só uso se for uma capanga'. Pois bem, foi só o nome que mudou, mas o conceito continua o mesmo.


Ah, meus queridos amigos, vamos deixar de lado essa bobagem toda de que homem não usa bolsa porque um cara bem vestido, com atitude, perde todo o estilo quando está com os bolsos cheios com carteira, chave de casa, celular, chave do carro, porta-cartões... E sabe por que muitos de vocês ficam receosos em usar esse artigo que é tão útil? Porque foram os homossexuais que embarcaram logo nessa tendência, perceberam o quão prático era o acessório que logo aderiram as bolsas. E aí, pronto, virou artigo 'gay'. Pura bobagem!

Nós mulheres adoramos homens estilosos e se você estiver com uma bolsa que combine com o seu tipo jamais iremos achar que a sua opção sexual é essa ou aquela. O que iremos pensar é que você é esperto, pois sabe bem que nada como uma bolsa de mão para organizar a vida e ter por perto tudo o que se precisa!

Débora Ferreira
jornalista de moda


Fotos: Reprodução

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Lourdes Maria


Ela é adolescente daquelas cheias de estilo e atitude, filha da rainha do pop - Madonna -, Lourdes Maria revela-se há muito tempo para o mundo. Desde pequena a menina é alvo de paparazzi e não é por menos, né! Mas, o que me fez escrever hoje sobre ela foi a moda.

Estava na sala de espera de um consultório médico bisbilhotando aquelas famosas revistas de fofocas e artistas, sabe aquela? Então, e eis que me deparo com uma foto de Lourdes Maria passeando com seu pai, o bailarino Carlos Leon. Pois bem, ela estava usando uma das peças que mais gosta, um micro short jeans como esse da foto acima. É bastante comum vê-la passear por aí usando a peça. Mas não foi o short que saltou aos meus olhos e sim a esquisitice da jovem.

Ela tem atitude e adora sobrepor peças criando looks meio punk, meio grunge, meio gótico, meio estranho mesmo... Fiquei olhando a foto e pensando: 'se fosse um de nós a sair assim na rua seríamos apontados como bregas, mal vestidos. Por que com ela não acontece o mesmo?' Fácil né, porque ela é a Lourdes Maria!


Você e eu somos pessoas comuns e muitas vezes nos sentimos represados para exprimir o que realmente sentimos, lá no fundo, por medo do julgamento alheio. Você sairia assim na rua? Eu não! E talvez a gente não se atreva a sair dessa forma por receio do que os outros vão falar. Eu confesso que não sairia assim porque esse estilo não combina nada comigo, mas me cuido para não aparecer por aí descabelada, com roupa suja ou furada.


O mundo é bem cruel mesmo. Vivemos sob constantes julgamentos e podemos ser talhados por conta de nossas atitudes e da imagem que passamos. Mas, quem é celebridade, seja instantânea ou não, como é o caso de Lourdes Maria, parece ganhar um bônus com a sociedade. A jovem filha da Madonna foi apenas um exemplo, mas pare para pensar em alguns artistas e pessoas famosas que vemos por aí, como eles não têm o mesmo cuidado que nós com a aparência. De cara logo me veio um casal que sempre está desleixado nas fotos, os atores Thiago Lacerda e Vanessa Lóes.

Quer saber? Ainda prefiro me cuidar e revelar uma Débora que se gosta, se trata, cheirosa, limpa... O que a Lourdes Maria me passa é quase o oposto disso.


Débora Ferreira
jornalista de moda


Fotos: reprodução

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Design de chocolate

Ah, como é bom nesses dias frios - sim, estamos na primavera com neve e temperaturas próximas dos 10º C em Santa Catarina - comer um bom chocolate para esquentar o corpo e adoçar a vida. O doce é unanimidade mundial e inspirou uma série de designers e arquitetos a desenvolver peças que remetessem ao bom e velho chocolate que alegra nossas vidas há milhares de anos... Ai que delícia! Separei para vocês dez produtos super diferentes e que chegam a dar água na boca :P Que tal um desses aí na sua casa?

Abajur Chocolite, design Toshitaka Nakamura para Nemo Cassina


Barra de chocolate, design de Oscar Niemeyer


Cadeira e mesa Modernatique, design de Cho Hyung Suk


Chaise-longue Music Chocolate, design de Michi Jung


Estofados, design de Sander van der Haar e Jaromir Maas


Loja da Godiva no Japão, projeto do Wonderwall


Mesa de chocolate branco, design de Artem Zigert


Pufe Muffin, design de Matteo Bianchi


Sofá LetThemSitCake!, design de Dejana Kabiljo


Sofá de chocolate, design de Leandro Erlich


Ai, deu uma vontade de comer um chocolate. Vou lá comprar uma barra e já volto. Continue por aqui lendo as notícias sobre moda, imagem e comportamento :)







Fotos: Reprodução Casa Vogue

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Reinvenções

Olá querida leitora e caro leitor,

Hoje passei um pouco mais tarde por aqui, mas o dia precisava de horas extras para eu conseguir dar conta de tudo o que tenho que fazer. Na verdade, eu é que preciso de mais organização e menos coisas para fazer :) Bom, vamos ao assunto do dia já que o post de hoje é uma delícia. Quem de nós nunca pensou em se reinventar ou dar uma utilidade diferente para um objeto, roupa ou acessório?

Eu já fiz - e ainda faço - muito disso. Um cinto vira colar, o lenço vira cinto, a jaqueta virou colete, a saia uma bolsa... E quem também reinventou coisas foi Rachel Boxnboim, uma designer moderna que criou um projeto inovador no final do curso de Desenho Industrial da Bezalel Academy of Art and Design, de Jerusalém. Ela criou xícaras, jarras, pratos, copos e outros utensílios em tecido, costurou as peças que serviram de molde para a linha feita em porcelana. Com a queima da porcelana no forno as peças ganham a textura dos tecidos e parecem realmente serem feitas desse material. Lindo e muito diferente!



Quem também saiu reinventando peças utilizando materiais diferenciados foi a marca Jil Sander, que criou uma it-bag de papelão. Isso mesmo! A peça apresentada durante o desfile da sua última coleção masculina causou espanto na plateia, mas logo caiu nas graças dos fashionistas e virou artigo disputado. Ela é feita de papel reforçado, com pespontos e ilhoses nas laterais e mede 36 cm x 20 cm.



No verão 2011 a Trinton reinventou a velha sacola plástica usada em supermercados e lojas e desenvolveu a peça em um material metalizado. A sacola foi para a passarela complementar os looks e advinha, fez o maior sucesso!



Bom acompanhar essas reinvenções, não é mesmo! Adoro novidades como essas e se você tiver algum exemplo legal, mande para mim! (deboraferreiraconsultoria@gmail.com)







Fotos: reprodução blog Não Me Mande Flores/ Divulgação

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Grafite de tricô

Provavelmente você já deve ter visto pelas ruas da cidade, em elevados, muros e fachadas os desenhos de grafite, não é! E não estou falando de pichações, mas sim de ilustrações feitas por verdadeiros artistas de rua. Agora imagine se esses grafites fossem de tricô. Na verdade, o que tem acontecido em São Paulo é uma espécie de grafite em locais públicos utilizando linhas e muita criatividade.

Ônibus americano totalmente coberto de tricô 


O movimento surgiu nos Estados Unidos e foi batizado de Yarn Bombing, algo como 'Bombardeio de Novelos' ou Grandma Grafitti, 'Grafite da Vovó'. Aqui no Brasil a ideia foi adaptada pela estilista Cristiane Bertoluci e pela pesquisadora Carla Mayumi, organizadoras do movimento Tricotarde, que é uma reunião de mulheres - e não imaginem apenas vovós, há também meninas e jovens mulheres - apaixonadas por tricô que se encontram para tardes de conversa e trocas de técnicas e conhecimentos com as linhas e agulhas.

Cristiane Bertoluci com as agulhas em punho para mais uma tarde de tricô


A partir do Tricotarde elas resolveram seguir o movimento originário nos EUA e passaram a criar peças coloridas para enfeitar as ruas. As duas cobrem postes, troncos de árvores, balanços e brinquedos em parques infantis, bancos de praças e tudo o que virem pela frente. O grafite de tricô já acontece em várias partes do mundo e Cristiane e Carla pretendem colocar São Paulo entre os locais onde essa arte acontece.

Para você entender melhor como funciona o Tricotarde, confira o vídeo abaixo e perceba que entre as participantes estão mulheres de 25 a 40 anos, muitas delas blogueiras, com cabelos e roupas da moda, que passam as tarde tricotando em locais especiais como a Novelaria Knit, localizada na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista.





E aí, gostou da proposta dessas meninas e mulheres? Que tal embarcar nessa onda e virar uma tricoteira você também?






Fotos: Reprodução 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Moda e arte


Moda e arte andam sempre juntas, assim como moda e decoração e moda e música. E amanhã, dia 31, acontece o lançamento da coleção primavera-verão 2013 da Cotton de Fadas, de Niterói/RJ. A inspiração da artista plástica Cristina Daher, fundadora do atelier, veio do conceito arquitetônico e das obras de arte de Inhotim, do Museu de Arte Contemporânea e do Jardim Botânico localizado em Brumadinho/MG.

As estampas surgem com traços geométricos e cores vibrantes e seguem o clima da coleção que evidencia a natureza exuberante dessas regiões e a beleza das obras de arte. Entre os tecidos, destaque para o uso de linho, algodão, seda e malha de bambu nas cores azul, verde, magenta, laranja e amarelo. Já com relação as modelagens, tudo aparece muito amplo e confortável, como não poderia deixar de ser para combinar com a essência da coleção.


Adorei a proposta da Cotton de Fadas, linda, diferente e super tropical, com a cara do nosso verão.






Fotos: Letícia Veras

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ainda bem que a moda caminha para o rumo certo

Não sei se você sabe, mas sou assessora de imprensa da primeira loja infantil do país 100% ecologicamente correta e sustentável, a ECO, localizada aqui mesmo em Florianópolis. Desde que comecei a atender a empresa passei a ver com outros olhos o que realmente era moda ecológica. Não significa apenas usar uma t-shirt feita com poliéster de garrafa pet, vai muito além disso. O importante é observar como a empresa se comporta, como é a gestão, a escolha da matéria-prima e como lida com a mão de obra.

Andreia Amorim em sua loja 100% ecológica


Na ECO esse cuidado partiu desde a concepção do espaço, compra e reaproveitamento dos móveis, iluminação, ferramentas de gestão, até a escolha das marcas a serem vendidas. A proprietária da loja, Andreia Amorim, é consultora em sustentabilidade e prioriza empresas que tenham uma postura ambiental e socialmente consciente. Hoje, um dos destaques da ECO é a venda de fraldas descartáveis ecológicas, que beneficiam não apenas o bebê, mas também o planeta. E que bom que não é apenas a loja catarinense que funciona assim.

Outro bom exemplo de Santa Catarina vem da indústria Flexicotton, de Santo Amaro da Imperatriz. Lá os funcionários usam uniformes fabricados com fibras de garrafa pet e algodão orgânico. As peças custam cerca de 10% a mais do que os uniformes tradicionais, mas para a gerência da empresa o custo adicional é visto como um investimento e mais uma forma de reduzir o impacto ambiental. Outra ação adotada pela Flexicotton foi distribuir canecas personalizadas com o nome de cada colaborador e uma mensagem de conscientização alertando sobre a importância da redução do consumo de copos plásticos, além de ser ponto de coleta de pilhas e óleo de cozinha.

Lá fora a moda ecologicamente correta e sustentável também ganha força. A estilista Stella McCartney criou recentemente uma coleção de lingeries ecológicas que, apesar de não ser totalmente sustentável, possui atributos que agridem menos o ambiente. O algodão utilizado na fabricação das calcinhas e sutiãs é orgânico e os metais usados na estrutura das peças são reciclados. Ah, e os produtos são mais baratos do que as peças das coleções anteriores, mais uma forma de incentivar o consumo desse tipo de material com grande valor agregado.



Stella é consciente, já foi vista muitas vezes usando a bicicleta como meio de transporte, fez desfiles de luxo sem usar peles de animais, criou uma linha de lingerie com fibra natural e algumas de suas lojas são abastecidas com energia eólica.


Novidade - Quem roubou a cena na minha pesquisa foi a jovem  Fernanda Cannalonga, de 22 anos, que criou há oito meses a Canna, uma marca de bolsas e acessórios em couro vegetariano. Achou estranho? Eu explico. Fernanda é vegetariana e buscava uma solução para usar peças que não fossem feitas com couro animal. Foi então que ela encontrou um material sintético, uma espécie de plástico, e passou a criar bolsas, carteiras e chaveiros com design minimalista. A jovem estilista tem feito muito sucesso com as peças clean, porém cheias de atitude.

As bolsas e a matéria-prima da Canna


E ela faz moda sustentável de verdade! Prioriza matéria-prima nacional em vez da chinesa, que é mais barata, e desenvolve trabalhos com artesãos que cortam e produzem suas peças. Um belo exemplo de que é possível fazer moda de qualidade, refinada, diferente e ecológica. É hora de perder o preconceito com os produtos eco e embarcar nessa onda pelo bem do planeta e pelo nosso bem!






Fotos: David Welter/ Reprodução/  Ricardo Toscani/FFW

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vamos fazer splatter?

Hoje o post fala sobre outra de minhas grandes paixões, a customização. Adoro mexer em peças e ressuscitá-las, hahaha. E vale tudo, desde aplicar pequenos detalhes como pedrarias e paetês, cortar, desbotar ou tingir. Essa semana aproveitei para dar uma cara nova a um colete velhinho comprado em um brechó. A peça não estava ruim, mas sabe quando a gente enjoa e não aguenta mais usar?

Pois bem, resolvi fazer uma técnica super fácil que usa apenas tinta para tecido. Chama-se splatter e eu a conheci por meio do artista plástico Maurício Ianês. A idéia é reproduzir no tecido pingos de tinta e para isso basta diluir em água, usar um pincel e pronto! O efeito final fica um manchado bonito e descolado e conforme a espessura do tecido e consistência da tinta, você tem uma estampa suave ou marcada. Mãos à obra!

Material
Pote plástico para diluir a tinta, pincel e tinta de tecido

A peça antes... Forre a mesa ou o chão com plástico para evitar manchas


Você pode escolher quantas tonalidades quiser misturar. Eu usei três cores e me inspirei na tendência Candy para renovar o colete.

Quanto mais clara for a tinta, menos água você deve colocar senão ela não aparece no tecido. Acrescente água aos poucos, misture bem e faça pequenos testes aplicando na peça.

Assim deve ficar o pincel. Quanto mais longe estiver do tecido, mais respingos fará. Deixe a gota de tinta cair sozinha ou balance o pincel para provocar que caiam aleatoriamente. Não se preocupe com o tamanho, quanto mais diferente, melhor.

Dilua a segunda cor e siga no mesmo processo na frente e nas costas da peça. 

Deixe para o fim a cor mais vibrante, ela tem o papel de iluminar. Faça os respingos em lugares ainda sem tinta.

Prontinho de frente e de costas. Coloque para secar e depois passe com ferro quente para fixar a tinta. Só então, lave a peça com sabão neutro.







Fotos: Débora Ferreira

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Hotel holandês criado para fãs de design


Localizado em um dos pontos mais efervescentes de cultura, arte e decoração de Amsterdã, na Holanda, o Hotel Conservatorium é um daqueles projetos para quem gosta de design. Como eu adoro, decidi dividir com você esse projeto lindo idealizado pelo arquiteto italiano Piero Lissoni e inaugurado esse ano. O local é uma grande vitrine para marcas de mobiliário e decoração renomadas mundialmente. Por isso mesmo, nenhuma das decorações dos 129 quartos se repete, acredita? É verdade e a metade deles é composta por apartamentos duplex com até 170 m² de área privativa.

Os amantes de um design bem feito apreciam a obra não apenas pela decoração, mas também porque o Conservatorium ocupa a sede de um antigo conservatório musical da cidade construído no século 19, por isso o nome. O charme do projeto de Lissoni está na mistura e na modernidade do vidro e metal à arquitetura antiga - observe a beleza das janelas.




O lugar é lindo e aconchegante, com uma iluminação primorosa que destaca os tons de cinza e preto no interior dos quartos, bares e recepção, e azul, roxo e rosa na ala do spa. 






Bacana é que um lugar tão requintado como este possui um estacionamento de bicicletas, afinal, é cultural do povo holandês e o meio de transporte oficial de Amsterdã. A intenção é que os hóspedes façam o mesmo. Legal, né!

Um beijo!



Fotos: Reprodução site Casa Vogue

segunda-feira, 23 de julho de 2012

As t-shirts da Liverpool

Você já ouviu falar da Liverpool? Essa marca catarinense tem feito muito sucesso com camisetas criativas e diferentes que já caíram no gosto dos fashionistas, dos roqueiros, das patricinhas, dos modernos e, até mesmo, dos conservadores. Na volta do Entremeio eu fui conhecer de perto os donos e o espaço da Liverpool aqui em Floripa!



E aí, gostou da matéria?
Mande seus comentários ou sugestões de pauta, vou adorar receber!

Um beijo