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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Nós queremos ser princesas

Cinderela por Versacce


Oi gente! Quem me acompanha pelas redes sociais já deve ter visto eu comentar o quanto adorava o programa Amor e Sexo apresentado pela linda Fernanda Lima, na Rede Globo. Pois bem, nessa última temporada - que acabou recentemente -, eles discutiram um tema que ficou martelando na minha cabeça. Será que faz bem ler tantas histórias de princesas e contos de fadas para as crianças? Dizia uma especialista - que agora não me vem o nome - que isso repercute durante a nossa vida adulta. Há mulheres que crescem à espera do príncipe encantado e como ele não existe, frustam-se e passam a vida sozinhas ou em relacionamentos ruins.

Sabe que acho mesmo que lá no fundo a gente sempre acaba se influenciando com aquelas histórias lindas de final feliz. Umas mais, outras menos, mas talvez seja bom mesmo contar histórias mais modernas e mais reais. Segundo a especialista um bom exemplo é o de Sherek.

Ariel por Marchesa

Branca de neve por Oscar de la Renta


E sabendo de todo esse encantamento que as princesas causam nas mulheres a loja Harrods, em Londres, colocou em sua vitrine sempre icônica as princesas da Disney vestindo alta-costura. Estilistas famosos criaram modelos lindos para encher os nossos olhos e nos fazer sonhar ainda mais com esse universo de fadas... Todas as imagens desse post são croquis do que será visto na vitrine. Lindos demais, não é!

A Bela, de A Bela e a Fera, por Valentino

Jasmine, a princesa de Aladim, por Escada

Pocahontas por Roberto Cavalli

Rapunzel por Jenny Packham


Beijos

Débora Ferreira
jornalista de moda


Fotos: Reprodução

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Não perca a sua identidade

(foto: reprodução blog da Thássia)

Os últimos anos foram de ascensão para muitas blogueiras no mundo todo e aqui no Brasil não é diferente. Meninas como Thássia Naves (foto acima), ganharam milhares de fãs que visitam diariamente o seu blog para se inspirar nas peças e correr atrás de tudo o que as faça parecer com ela. Hoje, encontrei na rua uma menina dessas que de tão fã acabou esquecendo a sua identidade para virar uma espécie de clone da Thássia.

Ela estava exatamente como na foto acima, exceto pelas grifes, que não eram tão famosas quanto as que a blogueira usa. Passei pela adolescente e fiquei pensando em qual seria, de fato, o estilo da menina, será que realmente gosta de short jeans tie dye? Será que curte peças com cintura mais alta? Será que tem vontade de sair de camisa num dia em que o Sol está escaldante?

(foto: reprodução Lady in a Minute)

E não é apenas aquela adolescente que passou por mim na rua que se veste assim, quase sem identidade. Muitas mulheres - e de todas as idades - copiam literalmente o que os blogs e revistas de moda propõem. É o caso das caveirinhas, que invadiram a moda e até mesmo quem não parece ser tão moderna assim acaba usando sem levar em conta o seu estilo, gosto, local... As pessoas vão atrás exatamente do que as fotos de street style ou qualquer editorial de moda dita como 'trend'. Basta ler essa palavra para já sair em busca daquelas peças tidas como hits da estação.

Cuidado para não perder de vista o estilo próprio, a identidade, a exclusividade! Senão você acaba sendo apenas mais uma e, ao invés de chamar atenção por estar na moda, vai passar despercebida porque outras cem pessoas estarão na rua usando a mesma coisa que você. Aprenda a usar a moda e as tendências a seu favor e crie looks que realmente tenham a sua cara! Uniforme a gente usava nos tempos do colégio...

Beijos


Débora Ferreira
jornalista de moda

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hoje é dia de rock bebê


Foi em 13 de julho de 1985 que aconteceu o Live Aid, um grande show simultâneo de rock realizado na Inglaterra e nos Estados Unidos. Organizado por Bob Geldof, o evento tinha como objetivo dar fim a fome na Etiópia e para isso reuniu um seleto grupo de artistas como The Who, Led Zeppelin, Madonna, Queen, BB King, Rolling Stones, Sting, U2, Paul McCartney, Eric Clapton, Black Sabbath, entre outros.

A festa foi transmitida ao vivo para diversos países e ajudou a chamar a atenção do mundo para o problema da fome na África. Desde então, o dia 13 de julho ficou sendo chamado de Dia Mundial do Rock e é por isso que o post de hoje é dedicado especialmente ao tema.

Janis Joplin é considerada a "rainha do rock"

Gosta de rock? Curte uma roupa de couro, caveiras, preto e muitas taxas? Por muitos anos esse foi o estereótipo dos roqueiros. E havia quem deixasse de usar tais peças por puro preconceito. Parece bobagem, mas não é! Quem tinha tatuagem e piercing foi vinculado a marginalidade apenas por conta dos adornos no corpo. O pior é saber que tamanho preconceito aconteceu há tão pouco tempo e que ainda há pessoas que agem assim. 

Se você acha que está longe de ser um "roqueiro" e que nada tem a ver com esse estilo preste atenção! Tem jaqueta de couro no armário? Tem colar de caveirinha? Já deixou o cabelo um pouco maior? Pensou em fazer tatuagem? Tem piercing com ponto de luz - aquele de strass - no nariz? Ah, então você também foi tocado pela onda do roc'n'nroll. Duvida? Olha só como o rock está presente em nossas vidas...

Os Beatles fizeram sucesso não só com as músicas, mas também pela maneira de vestir (arrumadinha) e pelo corte de cabelo...

Justin Bieber poderia até fazer parte da banda se fosse pelo cabelinho, não acha? Quantos meninos usam esse cabelo hoje em dia? Muitos!!!

A jaqueta Perfecto lembra muito o figurino usado por Elvis Presley, que já fazia sucesso com as taxas aplicadas nas roupas. Hoje a maioria das mulheres e homens sonham com uma jaqueta desse modelo.

A cantora Pink mostra rebeldia em muitas de suas músicas, mas é grande o número de meninas e mulheres que fazem a linha "doce e meiga" usando piercing no corpo - orelha, umbigo e nariz - e querendo ter um cabelo loiro como o dela.

Viu, o rock está presente em nosso cotidiano, seja no vestir, no agir ou na música que você escuta aí no seu computador, ipod ou celular. Coloque seu lado rock'n'roll pra fora porque hoje é dia de rock bebê!

Um beijo,


Fotos: Reprodução

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Iris Apfel revigorou a moda

Essa nova-iorquina colorida esbanja alto astral e personalidade e dá um banho em blogueiras e stylists mundo afora que acreditam fazer um trabalho revolucionário. Iris Apfel é uma senhora que tem feito do universo da moda um lugar onde a personalização é o ponto-chave para uma imagem de sucesso.

Ela é considerada um mito. Aos 90 anos, distribui autógrafos nas ruas de Nova York, já criou uma linha de cosméticos para a canadense M.A.C, linha de bijuterias, foi garota propaganda e, mais recentemente, é tema do novo filme do diretor Albert Maysles, ainda sem data para lançamento.

Desde pequena Iris esteve ligada ao mundo das artes por meio da decoração. Enquanto o pai instalava espelhos para  famosa decoradora Elsie de Wolf, em NY, ela o acompanhava de perto e foi conquistando a amizade de Elsie.  Já adulta, começou a trabalhar com moda até conhecer seu marido Carl Apfel, com quem passou a viajar pelo mundo à procura de tecidos antigos. Juntos, criaram a Old World Weavers.

E foi a partir das viagens pela Europa, Ásia, África, Índia e Oriente Médio que ela começou a misturar tecidos, estampas e acessórios comprados nos mercados locais. O estilo de Iris foi ficando cada vez mais particular e ela chamou a atenção dos antenados em moda por sua maneira única de vestir. Mestra em misturar estampas e fazer sobreposições, parte do sucesso da imagem se deve ao fato de que Iris usa peças de grifes famosas com outras compradas em brechós. Isso mesmo, engana-se quem acha que brechó é lugar de roupas velhas e ruins. 




O que aprender com essa incrível mulher de 90 anos? Que somos aquilo que desejamos ser e que envelhecer é para quem quer. No alto da sua maturidade emocional e cronológica, ela garante que é a adolescente mais velha do mundo! Também acho isso!


Um beijo!








Fotos: Reprodução

terça-feira, 3 de julho de 2012

De onde vem a inspiração?

Oi querida leitora, olá amigo leitor!
Onde nasce a inspiração para se criar algo?


Ela pode vir de um nascer de Sol, do mar, de uma folha seca caída no chão, da observação das pessoas e do estilo de vida delas, de pesquisas... Inspiração vem de onde menos se espera.
Eu, por exemplo, me inspiro em tudo isso, nas coisas que vejo, no que sinto, para criar os meus acessórios. Quando faço minhas pesquisas observo muita coisa em criações de artistas já consagrados, nos novos, em objetos e cores e, a partir de tudo o que vejo, me volto para o que sinto. E é incrível como as peças surgem assim, do nada, enquanto toco as pedras, linhas e tecidos que pretendo usar. É como num passe de mágica, começo a imaginar a mistura entre os materiais, uma forma, as cores e, pluft, acessório criado!
Esse processo criativo é tão mágico que, muitas vezes, me sento para desenhar e, quando me dou conta, já estou com a linha e as miçangas nas mãos pronta para iniciar uma nova peça. E o projeto? Ah, muitas vezes ele nem é colocado no papel, não dá tempo...
O mais legal de tudo é ver pronto o resultado de uma inspiração, ver todas aquelas ideias se transformarem em produto. E, melhor ainda, quando eles viram peças lindas, admiradas pelas pessoas e objeto de desejo para muitos. É isso que dá mais vontade ainda de continuar observando o mundo e criando...

Esses produtos são resultados de um insight criativo e viraram sucesso mundial:

Um beijo!





Fotos: Reprodução

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O estilo faz a diferença

O post de hoje chegou mais tarde e será curtinho porque a semana começou a mil, mas nem por isso é menos especial. Já falei algumas vezes aqui no CDM sobre a importância de ter estilo. É ele o responsável por dar personalidade e identidade a tudo o que vestimos, quer ver?


O modelo vermelho de Alexander McQueen usado recentemente pela duquesa Kate Middleton, nas comemorações do jubilei da rainha Elizabeth II, fez sucesso entre as mulheres que gostaram da sobriedade misturada a modernidade da peça. Pois veja como o mesmo modelo já foi usado por outras personalidades e passou uma imagem completamente diferente. Em 2011 a jurada do reallity show X Factor, Tulisa Contostavlos, e Kim Kardashian usaram o mesmo vestido. Observe como a peça parece outra no corpo de Kim, que deu sensualidade ao modelo usando-o bem curtinho. Os acessórios também ajudam a reforçar a imagem que se deseja transmitir.

A única diferença do vestido usado por Kate está nas mangas longas, adaptadas pela estilista Sarah Burton, amiga de Kate e que está a frente da grife de McQueen.

Um beijo!




Foto: Reprodução


quinta-feira, 17 de maio de 2012

A história da jaqueta jeans masculina


Ela está ao lado da calça jeans, da camiseta branca e do tênis na lista dos acessórios indispensáveis no guarda-roupa masculino. A jaqueta jeans foi criada pela Levi's no final do século 19 e, assim como a calça jeans, também foi uma peça identificada exclusivamente como roupa de trabalho. O tecido robusto e resistente despertou desejo nos homens por ser aquela peça que não termina nunca!

Com o passar dos anos diversas tribos adotaram a jaqueta jeans como peça-chave. Nos anos 60, por exemplo, eram ícone entre os hippies. Já na década de 70 os motoqueiros elegeram a jaqueta como peça de identificação da tribo. Ganhou fama com os artistas do cinema americano e com as propagandas de cigarro. Anos depois, já na década de 80, foi a vez dos punks adotarem a peça. Porém, para pertencer ao código de vestimenta deles a jaqueta jeans se encheu de taxas e rasgos no tecido. Os anos passam, as modelagens mudam e as tribos também, mas a boa e velha jaqueta jeans está sempre na moda e veste todos os estilos masculinos, quer ver?



Um beijo!






Fotos: Reprodução

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Coco Chanel - parte 2



Durante a II Guerra Mundial afastou-se das criações, ficou em autoexílio na Suíça, e ressurgiu nos anos 1950 trazendo à moda o cardigã, o vestido preto e as pérolas, que viraram sua marca registrada. O estilo vanguardista de Coco Chanel fascinou a todos e o seu legado para a moda são peças e acessórios que toda mulher deseja ter. Forte e determinada, representou para a moda feminina elegância, luxo, riqueza e poder.


Mesmo após a sua morte, aos 87 anos, em 1971, os lançamentos da marca Chanel fazem sucesso e agora cada vez mais entre o público jovem, que faz parte da chamada Chanel mania. São pessoas que se inspiram na história de Gabrielle, na sua maneira de ser, nas criações e em tudo o que elas representam. Os Chanel maníacos fazem de tudo para ter algum produto com os famosos “Cs” da marca e seguem um dos principais legados de Coco Chanel: “a moda passa, o estilo jamais”.

Top Chanel 
  • colar de pérolas;
  • bolsa Chanel 2.5;
  • perfume Chanel Nº5, o mais vendido no mundo;
  • os perfumes Coco Mademoiselle, Chance e Allure, 2º, 7º e 9º, respectivamente, mais vendidos no mundo;
  • relógio unissex J12;
  • vestido preto, o famoso “pretinho básico”, melhor ainda se tiver os dois “Cs” da marca;
  • esmaltes da Chanel nas cores hit da temporada;
  • o cabelo estilo chanel também é influência da estilista;
  • sapato modelo chanel, melhor ainda se for um autêntico Chanel.


Dica de leitura: 
Dormindo com o Inimigo, A Guerra Secreta de Coco Chanel, de Hal Vaughan, Ed. Cia das Letras, 868 páginas

O Evangelho de Coco Chanel, de Karen Karbo, Ed. Seoman, 216 páginas


Dica de Vídeo: 
Coco antes de Chanel, de Anne Fontaine, 2009

Coco Chanel & Igor Stravinsky, de Jan Kounen, 2009


Gostou da matéria especial sobre Chanel? Logo logo escreverei mais sobre algum outro grande ícone da moda. E se você tiver sugestões, mande para mim: deboraferreiraconsultoria@gmail.com

Um beijo!




Fotos: Reprodução

terça-feira, 17 de abril de 2012

Coco Chanel: de agente nazista a ícone da moda

Os posts de hoje e amanhã serão dedicados a um dos maiores ícones que a moda mundial já viu: Gabrielle Chanel.Quem ela foi, quais as suas maiores contribuições para a moda e como se tornou símbolo de elegância feminina.


Ela fez parte do serviço secreto alemão e mudou a maneira de vestir das mulheres 

Antissemita, agente nazista e oportunista. Uma mulher forte, influente, que se tornou amante de homens poderosos para conseguir o que queria. É dessa forma que a estilista Gabrielle Chanel, mais conhecida como Coco Chanel, passará também a ser conhecida e marcada na história mundial. A descoberta veio à tona com o lançamento do livro Dormindo com o Inimigo, do jornalista Hal Vaughan. Nele, o autor mostra a dupla identidade de Gabielle Chanel e revela, além do lado nazista da dama da moda francesa, seu vício em morfina e os casos homossexuais com modelos da Chanel. Os segredos chocantes causaram reações diversas no mundo todo. Há quem defenda, há quem condene. 

Filha de uma família pobre do interior da França, Gabrielle teve uma infância difícil. Sua mãe morreu quando tinha seis anos, deixando ela e mais quatro irmãos aos cuidados do pai. Foi levada a um orfanato de freiras onde teve aulas de antissemitismo. Naquela época, a maioria dos franceses detestavam os judeus. Já adulta, começou a cantar em um bar onde ganhava alguns trocados e foi lá que adotou o nome Coco.  Também foi no bar que conheceu seu primeiro amante.  Durante a II Guerra Mundial viveu um tórrido romance com o alto espião do serviço secreto alemão, o barão Hans Günter Dincklage e foi ele o responsável por envolve-la na inteligência secreta alemã. 

Chanel foi agende secreta e não espiã, já que nunca investigou a vida de alguém, apenas fazia uso dos seus contatos e eram muitos. Para o serviço de inteligência alemão, Gabrielle Chanel era a agente nazista F-7124. Para o mundo, era Coco Chanel, uma renomada estilista francesa. Ela misturou a reinventou a moda feminina, trouxe itens do guarda-roupa dos homens para o das mulheres, criou peças incríveis que se tornaram referência, marcaram época e modificaram a maneira de vestir do século XX. 

Em 1910, com a ajuda de um industrial inglês com quem se envolveu, abriu uma pequena chapelaria. Os chapéus masculinos e femininos caíram no gosto das pessoas e logo seus negócios se expandiram para a moda. Na década de 1920 já era uma designer influente. Desenhava roupas confortáveis, com tecidos fluidos e linhas retas. Em 1922 criou o famoso perfume Chanel Nº5, um sucesso de vendas até hoje. Inspirou-se no terno masculino para criar o tailleur, encurtou as saias, mas as manteve na altura dos joelhos, símbolo de elegância; cortou os cabelos e deu um ar menos extravagante à vestimenta feminina. 


Amanhã tem mais sobre Coco Chanel aqui no CDM, não perca!
Um beijo!




Fotos: Reprodução

terça-feira, 10 de abril de 2012

Os clássicos da moda

Estou de volta aos bancos escolares. Sim! Hoje iniciei um curso de Moda e Comunicação na Faculdade Senac Florianópolis e a primeira aula foi muito legal, aquela para dar os insights e fazer a gente ficar pensando, pensando... E foi pensando em uma frase da professora Regina Gravina que decidi fazer o post de hoje: "existem peças de roupa que deixam de ser roupas para virar ícones". E é verdade, né! Logo me vieram a cabeça alguns nomes como Gabrielle Chanel, Dior e artigos como jeans, tubinho preto e tweed.

As peças ícones são aquelas atemporais, que não caem em desuso, que inspiram novas criações e que são desejadas por mulheres e homens de todo o mundo. Vamos a algumas delas?


 

 


Um beijo!




Fotos: Reprodução